SUGESTÃO DE ATIVIDADE:

 

Dicionário de Matemática

 

Muito da incompreensão da Matemática deve-se à falta de conhecimento do significado dos termos usados pela disciplina. A atividade proposta a seguir visa estimular o aluno a buscar o significado de termos matemáticos no recurso mais imediato de que dispomos: o dicionário.

Objetivos: Aprimorar o vocabulário matemático e criar o hábito de pesquisa no dicionário, o que vai colaborar com a formação intelectual do aluno, não somente no campo da Matemática, como em todas as outras disciplinas.

Procedimentos: Peça aos alunos que façam a leitura da poesia.
Ao término da leitura, peça a eles que grifem os termos matemáticos desconhecidos e deixe que procurem as palavras no caça-palavras.  Q
uando terminarem, escreva no quadro de giz todas as palavras encontradas pelos grupos. Verifique se todos encontraram as mesmas palavras e perguntem aos alunos se estão acostumados a consultar o dicionário. Em caso de dúvidas, ensine-os a pesquisar. Finalmente, peça que procurem no dicionário o significado de todas as palavras que desconhecem.

Avaliação: Observe durante a atividade se os alunos buscam satisfatoriamente as palavras no dicionário e conseguem identificar o melhor significado matemático. Pergunte se eles se lembram se já utilizaram os termos pesquisados durante as aulas de Matemática.

 

Poesia Matemática

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como alias em qualquer
sociedade.

Millôr Fernandes

 

Matemática - Para vencer o trauma

Os números têm má fama. A aula de matemática costuma ser lembrada como o momento mais monótono da infância. E, ainda que a matemática forneça a base para todas as ciências, ela costumava ser a prima pobre na literatura de divulgação científica, cujos astros maiores são astrônomos como Carl Sagan, físicos como Stephen Hawking ou biólogos como Stephen Jay Gould e Richard Dawkins. Nos últimos tempos, porém, os números vêm ganhando em popularidade (nem que seja pela via de passatempos numéricos como o sudoku). Dois lançamentos revelam o potencial da matemática para fascinar o leigo. O Universo e a Xícara de Chá (tradução de Beth Leal; Record; 294 páginas; 40,90 reais), da jornalista americana especializada em ciência K.C. Cole, promete, em seu subtítulo, explicar a "matemática da verdade e da beleza" (mas fica a meio caminho). Razão Áurea (tradução de Marco Shinobu Matsumura; Record; 336 páginas; 46,90 reais), do astrofísico israelense (nascido na Romênia) Mario Livio, parte de um tema em aparência mais limitado – o número Fi, uma constante geométrica – para construir um ensaio soberbo em que a matemática se conjuga à história cultural.

O Brasil, é verdade, já contava com um tradicional best-seller matemático – Malba Tahan, pseudônimo do educador Júlio César de Mello e Souza (1895-1974), autor de livros como O Homem que Calculava. A nova divulgação matemática, porém, afasta-se das finalidades imediatamente pedagógicas de Malba Tahan. Colunista do jornal Los Angeles Times, K.C. Cole tem pretensões mais, digamos, filosóficas: revelar a ordem oculta, as simetrias insuspeitas da natureza, que só a matemática seria capaz de alcançar. A autora, porém, não bota tanta fé assim na beleza dos números, que quase não aparecem na obra (talvez pelo temor de que fórmulas e equações espantem o leitor). O livro nunca decola. O capítulo sobre cálculo de riscos, por exemplo, não avança além da tese inicial: os seres humanos não são muito racionais nos cálculos de risco (o mesmo princípio é demonstrado na ponta do lápis em Freakonomics, de Stephen Dubner e Steven Levitt, livro que realizou a façanha de colocar a economia, outra ciência reputada como árida, na lista de best-sellers). Em sua tentativa de trocar conceitos abstratos em miúdos, ela também comete imprecisões e confusões que desacreditam a obra.

Chefe da divisão científica responsável pelo telescópio Hubble, Mario Livio não tem pudor de expor cálculos e deduções em Razão Áurea (embora as demonstrações mais "técnicas" sejam agrupadas nos apêndices do livro). Às vezes, ele chega perto de exaurir os neurônios do leitor. O esforço compensa: sua obra é um tour arrebatador, viajando da filosofia à engenharia de materiais, da arte renascentista à astrofísica moderna. O fio da meada é o número Fi. Resultado da simples divisão de uma reta segundo uma proporção específica, ele surge modestamente na obra de matemáticos da Antiguidade – em especial o grego Euclides. No meio do livro, o leitor é apresentado também à Seqüência de Fibonacci, outra descoberta despretensiosa: apareceu na obra do matemático medieval Leonardo Fibonacci como resposta a um problema fantasioso envolvendo o ritmo de reprodução dos coelhos. À medida que se avança na seqüência, a razão entre dois números sucessivos começa a se aproximar de Fi (1,61...). Além de uma série de propriedades matemáticas surpreendentes, esses números apresentam uma recorrência admirável na natureza: a disposição das pétalas de uma rosa, o padrão de vôo das aves de rapina, a organização molecular de certas ligas metálicas remetem ao Fi.

Essa universalidade do número levou a interpretações místicas (como a que é sugerida em O Código Da Vinci, de Dan Brown – autor que, aliás, assina uma recomendação de Razão Áurea na contracapa do livro) e a exageros interpretativos. Mario Livio contesta várias análises matemáticas arbitrárias que "encontram" Fi nas pinturas de Da Vinci ou nas sonatas de Mozart. Seu livro é sóbrio e rigoroso. Mas é impossível deixá-lo sem um sentimento de assombro: números como o Fi permitem um vislumbre na engenharia da natureza.
Howard Gardner

"Todos os indivíduos têm potencial para serem criativos, mas só serão se quiserem."

Criei uma webquest para trabalhar o tema Educação Financeira com os alunos.

Está no link:

http://www.livre.escolabr.com/ferramentas/wq/webquest/soporte_mondrian_w.php?id_actividad=2042&id_pagina=1

 

Espero que gostem!

Educação financeira não pode ser privilégio de crianças ricas ou de classe média. É justamente às camadas menos favorecidas da população que se deve dar prioridade neste aspecto. É sobretudo a essas pessoas -de pouquíssimos recursos - a quem se deve dar a conhecer, com urgência, como ganhar, gastar e poupar dinheiro.

No Brasil, infelizmente, a Educação Financeira não é parte do universo educacional familiar. Tampouco escolar.

Assim, a criança não aprende a lidar com dinheiro nem em casa, nem na escola. As conseqüências deste fato são determinantes para uma vida de oscilações econômicas, com graves repercussões tanto na vida do cidadão, quanto na do país.

Cássia D’Aquino ressalta os quatro principais pontos de uma Educação Financeira:

1 Como ganhar dinheiro – aprender a ganhar dinheiro é fundamental, pois ter nível superior não é garantia de futuro tranqüilo. Hoje, a expectativa de vida do ser humano é muito maior. A nova geração pode viver 120 ou 130 anos. Viverão mais tempo do que as gerações anteriores e para isso vão precisar guardar mais dinheiro, para poder viver durante muito mais tempo e não depender de filhos ou do governo. Todos precisam estar preparados financeiramente para se reorganizar e enfrentar situações inéditas.

2 Como poupar – todos sabem que precisam ter uma reserva, mas muitos não sabem que poupar é prazeroso e leva a uma vida equilibrada.

3 Como gastar – saber como gastar o dinheiro não é uma tarefa fácil. Ser capaz de escolher o que é melhor agora, levando em conta o que é importante, exige bom senso e experiência.

4 Como doar tempo, talento e dinheiro – reforçar na educação da nova geração que a idéia de responsabilidade social e ética deve estar sempre presente na forma de ganhar e gastar dinheiro.

Acredito firmemente q a educação depende de como a tornamos. A motivação é um fator primordial para acontecer o ensino-aprendizagem mas cada um deve buscar essa motivação no objetivo maior q é querer transformar através da educação. Tenho aprendido muito através dos cursos, das pesquisas e estudos, mas principalmente com meus alunos. Eles me ensinam a cada dia. E a cada dia eu me renovo como profissional. Mais importante q ensinar os conteúdos de Matemática são conquistar e transformar esses alunos. Fazer-lhes acreditar q é possível alcançar o esperado, basta querer. Porque a força q move nosso interior é q move o mundo. As dificuldades no aprendizado de matemática (e outras disciplinas) são muitas, mas ter auto-estima para acreditar q é possível aprender é um desafio ainda maior. E é um prazer muito bom ver isso acontecer. Esse é o bem maior de educar. É fazer acreditar q o sonho é real, q ele existe e deve acontecer.

Essa foto foi tirada na CEPLAC quando fizemos aula de campo, conhecendo projetos ambientais. Eu e alunas do 2° Ens. Médio 1, do turno vespertino, do Col. Est. Luís Eduardo Magalhães (25/082006).

Tenho passado um bom tempo sem acessar o meu Blog porque o acesso à internet, para mim, estava sendo possível apenas através da escola. Mas agora terei um acesso maior porque finalmente instalei a internet aqui em casa. Assim poderei atualizar meu blog, fotoblog e estar em contato com os amigos e colegas de trabalho.
Estou com saudade, bjs!

Diário de Bordo - 19/07/2006

Na aula de hoje colocamos em prática a oficina de Excel. É um programa que gosto muito pois me ajuda com os recursos que oferece. Já tive oportunidade de participar de cursos para o ensino e aprendizagem de Matemática utilizando a planilha, quando estudava na UESC. Em casa e na secretaria da escola facilita muito a organização dos trabalhos e a resolução de cálculos. Acho que a turma aproveitou bastante pois as facilitadoras ensinaram como organizar uma planilha e usar algumas funções práticas do programa.

Diário de Bordo – 18/07/2006

 

Lemos o texto “Não esqueça as perguntas fundamentais” de Rubem Alves e fizemos a reflexão sobre os momentos das aulas e do que é necessário aproveitar para torná-las produtivas e contribuir com a aprendizagem. Em seguida, foi apresentado pelas facilitadoras o ensino por projeto, como se inicia um projeto e então foi proposto para os cursistas desenvolverem e aplicarem um projeto. Decidimos pelos temas e então ficou para que as equipes discutissem sobre o desenvolvimento. Eu formei a equipe juntamente com Cristiane, Luziane, Jacqueline e Eliete e o tema do nosso projeto será relacionado com Saúde. Vamos pôr a mão na massa e começar a criar...

Diário de Bordo – 17/07/2006

 

Neste dia cheguei atrasada pois tinha viajado. Embora não tenha visto o filme que foi passado, deu para acompanhar as discussões. O filme foi Rede 2.0 e fez-se uma análise sob a leitura do texto “A tecnologia na educação” de Eduardo Chaves. A educação é a área que mais tarda em utilizar as tecnologias de informação e comunicação disponíveis!

Foi revisto sobre a maneira de se construir um Projeto Pedagógico; é necessário envolver toda a comunidade escolar e deixamos para decidir na próxima aula sobre a temática que iríamos utilizar no projeto de cada um e como seria desenvolvido.

Diário de Bordo – 14/07/2006

 

Quando cheguei, não sabia se escrevia o blog ou se terminava a apresentação da crítica, então decidi pela segunda. Eu precisava de uma foto do carro do meu anúncio, então busquei na internet, mas estava muito lento. Quando consegui, todos já haviam terminado. A minha apresentação era maior que o espaço disponível do disquete, então tentei mandar via e-mail, mas demorou demais. Helena (facilitadora) ajudou-me a transferir aos poucos de um computador para outro para poder fazer a minha apresentação pelo Data Show, até que ufa! fui a última, mas consegui apresentar.

Entendi que muitas vezes perdemos tempo com a internet muito lenta e o trabalho fica cansativo (ou atrasado). É preciso lembrar disso quando planejar o trabalho para o uso com internet. Ficou como lição de casa ler o texto extraído de “um Salto para o Futuro”, disponível no blog do grupo e comentar.

Diário de Bordo – 13/07/2006

 

Os dias anteriores foram de adaptação da rotina para dar continuidade ao curso, pois tinha que orientar os alunos a desenvolver atividades em grupos na sala-de-aula sem a minha presença.

Mas, mesmo sem poder ficar todo o tempo no curso, tenho buscado aprender e desenvolver todas as atividades propostas. as facilitadoras do curso, Helena e Tânia, são competentes e atenciosas. Fica fácil aprender com elas.

Nesta quinta-feira nós iniciamos vendo o filme sobre comunicação visual, onde mostrava o que havia por trás da propaganda. Aquilo que mostrava seria mesmo verdade? Daí, nossa atividade era desenvolver uma crítica de propaganda com apresentação no Power Point. Não houve tempo para as apresentações, então deixamos para a próxima aula.

Aprendi que, como um trabalho como esse, poderia aproveitar para sugerir aos alunos para fazer uma crítica sobre determinado assunto, como a análise de gráficos, por exemplo, já que trabalho com a disciplina Matemática ou sobre a ética, por exemplo, em determinados assuntos da ciência.

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